
Lemos notícias nos jornais, ouvimos na rádio, assistimos à sua divulgação na televisão…
E pensamos estar assistindo a um qualquer filme de ficção ou, simplesmente, a permitir que a nossa imaginação nos conduza, traiçoeiramente, por caminhos escabrosos, diferentes dos que devem conduzir a comportamentos correctos de quem vive em sociedade.
Mas olhamos em redor e verificamos que não é sonho (ou melhor, pesadelo) nem fantasia cinematográfica. São situações reais. ALEGADAMENTE aconteceram.
Sobre esses temas pronunciar-me-ei oportunamente.
Hoje, limitar-me-ei a um “grito de revolta” traduzido nas palavras que escreverei de seguida.
Completaram-se, há poucos dias, trinta e cinco anos da REVOLUÇÃO DOS CRAVOS, o 25 de Abril de 1974.
Acontecimento histórico mais importante da vida dos portugueses vivos e de muitíssimos que já partiram, mereceu dos órgãos de comunicação social, designadamente canais televisivos, uma profunda indiferença. A RTP, canal público (e, como tal, suportado pelo nosso erário) limitou-se a transmitir um programa pouquíssimo cuidado salvo apenas por algumas interpretações de enorme qualidade (foram cardos que se transformaram em cravos vermelhos como cantou Aldina Duarte). Grato a esses intérpretes, lamento o desinteresse dos “responsáveis” deste canal. De interesse apenas a recuperação de programas anteriormente editados e exibidos no canal RTP Memória nesse dia 25 de ABRIL. Muito, muito pouco.
A indiferença dos outros canais não surpreende. O importante para esses é, objectivamente, fechar “as portas que Abril abriu” e as “janelas” serem utilizadas em exclusividade para servir os seus interesses particulares.
Sobre a Revolução dos Cravos, as portas que Abril abriu e a forma como vão sendo fechadas, falaremos posteriormente.

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