Por vezes, através dos órgãos de comunicação social tenho conhecimento de notícias que me deixam espantado. Nos mesmos, especialmente em televisão, encontro comunicadores que, presumidamente. são bons conhecedores da língua portuguesa e maltratam-na de forma inadmissível e comentadores, uns com discurso sobranceiro sobre temas dos quais têm conhecimentos limitados e outros que fazem afirmações contraditórias com matérias que lhes foram ministradas mas que, aparentemente não aprenderam. Tudo isto me despertou a vontade de exprimir o meu desespero com um "grito de revolta" e partilhá-lo com quem sinta da mesma forma. Daí o lançamento deste blog e o convite para que o partilhem comigo através dos vossos comentários.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

25 de Abril sempre!




Lemos notícias nos jornais, ouvimos na rádio, assistimos à sua divulgação na televisão…
E pensamos estar assistindo a um qualquer filme de ficção ou, simplesmente, a permitir que a nossa imaginação nos conduza, traiçoeiramente, por caminhos escabrosos, diferentes dos que devem conduzir a comportamentos correctos de quem vive em sociedade.
Mas olhamos em redor e verificamos que não é sonho (ou melhor, pesadelo) nem fantasia cinematográfica. São situações reais. ALEGADAMENTE aconteceram.
Sobre esses temas pronunciar-me-ei oportunamente.
Hoje, limitar-me-ei a um “grito de revolta” traduzido nas palavras que escreverei de seguida.

Completaram-se, há poucos dias, trinta e cinco anos da REVOLUÇÃO DOS CRAVOS, o 25 de Abril de 1974.
Acontecimento histórico mais importante da vida dos portugueses vivos e de muitíssimos que já partiram, mereceu dos órgãos de comunicação social, designadamente canais televisivos, uma profunda indiferença. A RTP, canal público (e, como tal, suportado pelo nosso erário) limitou-se a transmitir um programa pouquíssimo cuidado salvo apenas por algumas interpretações de enorme qualidade (foram cardos que se transformaram em cravos vermelhos como cantou Aldina Duarte). Grato a esses intérpretes, lamento o desinteresse dos “responsáveis” deste canal. De interesse apenas a recuperação de programas anteriormente editados e exibidos no canal RTP Memória nesse dia 25 de ABRIL. Muito, muito pouco.
A indiferença dos outros canais não surpreende. O importante para esses é, objectivamente, fechar “as portas que Abril abriu” e as “janelas” serem utilizadas em exclusividade para servir os seus interesses particulares.

Sobre a Revolução dos Cravos, as portas que Abril abriu e a forma como vão sendo fechadas, falaremos posteriormente.

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