
Hoje debruçar-me-ei, basicamente,sobre os acontecimentos que envolvem o Benfica mas, em associação, ligam-se ao futebol português e, em última análise, à sociedade portuguesa.
Ao longo da época 2008/2009, o Benfica obteve vantagem, por erros de arbitragem, em dois jogos; concretamente no jogo com o Sporting C. de Braga, realizado no Estádio da Luz, para a Liga Sagres, e no jogo com o Sporting C. P. no jogo final da taça da Liga.
Sobre estes acontecimentos, a imprensa escrita e audiovisual utilizou um espaço inexplicavelmente longo dos blocos informativos e de opinião. Mais, foram notícias de referência na imprensa escrita e nos blocos informativos dos canais televisivos.
Curiosamente, ou talvez não, nas múltiplas vezes em que o Benfica foi claramente afectado por erros de arbitragem com consequências gravemente lesivas, quer no plano da estrutura desportiva quer no plano de gestão financeira da S.A.D., a imprensa, impávida e serena, manteve-se “ausente” com pequenos e moderados comentários aos erros dos árbitros.
Isto reflecte, inequivocamente, uma flagrante dualidade de critérios por parte da imprensa o que a torna notoriamente tendenciosa. Pior, desavergonhada. Basta, para o demonstrar, observar a forma despudorada com que são difundidas notícias falsas ou não confirmadas o que as torna, no mínimo, duvidosas. São notícias sobre intenção de aquisição de jogadores, de substituição de treinador, de atritos entre presidente e director desportivo, etc., etc., etc., com o objectivo implícito de gerar instabilidade no clube e suscitar animosidade e focos de agitação entre a massa adepta.
É esta a imprensa que temos. De qualidade duvidosa (e estou a ser muito benevolente) com demasiados maus profissionais, sem a mínima formação nas áreas que comentam, com grandes insuficiências na utilização da língua portuguesa e com flagrante falta de isenção.
A motivação para elaboração deste texto centra-se no facto de me sentir desapontado com o que “vemos, ouvimos e lemos…” mas não podemos ignorar que o importante é decidir com a convicção de estar a agir correctamente. Se a minha opinião ajudar, deve manter-se o plano estabelecido pois a sua interrupção será mais um passo atrás na projecção do futuro do S.L.B.

